quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Peito foi feito para amamentar e não pra fazer propaganda de cerveja

Estava lendo uma notícia no yahoo e lembrei (assim como a autora desse post) daquela moça que foi expulsa do avião junto com seu marido e o bebê por estar amamentando.
E fiquei muito indignada!!!! Como o ser humano pode ser TÃO indecente?? A que ponto chegamos???
Amamentar é (ou pelo menos deveria ser) a coisa mais normal do mundo!!
Mas o que vejo hoje em dia é um grande número de mães que desmamam seus filhos cada vez mais cedo (isso quando chegam a amamentar)
Que ao invés de ver as vantagens óbvias da amamentação prefere/finge/acha mais cômodo acreditar mais nos palpites da “minha vó / minha mãe /minha tia/minha vizinha” que acham lindo um bebê obeso (que terá grandes chances de se tornar uma criança/adolescente/adulto obeso, assunto esse que fica pra outro post...).
(Sem falar dos médicos hipócritas que apóiam o desmame precoce)
E não venham falando que é falta de informação (o que na verdade é mesmo falta de vergonha na cara.) Em plena era da informação onde a mídia vive divulgando campanhas de incentivo a amamentação, onde qualquer caixa de leite exibe:
“O ministério da saúde adverte: O aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até Os 2 (DOIS) anos de idade OU MAIS”
Dois anos ou mais!!! Mas a coisa mais rara é ver uma mãe amamentando um bebê maior de seis meses.Se alguma mãe decente o faz, é discriminação certa por parte de nossa tão amável sociedade. Lembro muito bem dos olhares estranhos que eu recebia ao amamentar em público...
Acredito sinceramente que o grande motivo para a maioria das mulheres não querer amamentar é: Criança que é amamentada exclusivamente no peito não pode ser EMPURRADA para as mãos de outra pessoa.
Ok, mais uma vez, vamos lá, tem o fato das mães que trabalham e blá blá blá...Das que alegam que o leite “secou” ou que o bebê (incrivelmente) não “pegou o peito de jeito nenhum” (o que na maioria das vezes foi na verdade um atochamento precoce de alimentos impróprios no bucho do bebê).Tudo bem, não vou dizer que não existam exceções.

Mas o que me deixa realmente emputecida, são as pessoas burras, cretinas e fdp que tentam a todo custo sabotar a boa vontade alheia (o mundo está cheio de “senhorinhas” como as citadas nesse post que linkei no começo).
Falo por experiência própria, não há nada mais terrível que ser discriminada por fazer uma coisa BOA.

Estão acabando com o instinto materno. Estão acabando com o laço entre mãe e filho, com os valores, com a moral e com a minha esperança no futuro.
Mas também...O que se pode esperar de um povo que é desde cedo condicionado a ver a educação como um martírio e a escola como um fardo, o vínculo entre mãe e filho como “mimo” e a amamentação como algo estranho.
É a falta total de senso crítico!!!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Muiraquitãs


MuiraquitãA Séfora estava lendo um dos livros da “Biblioteca do Escoteiro Mirim” e me falou de um fato misterioso sobre os Muiraquitãs. Esses pequenos objetos indígenas que eram comumente feitos em forma de sapo esculpidos em pedras verdes, como o jade. O livro afirma categoricamente que o jade não existe nas Américas.

Contestei essa afirmação ao lembrar de meus tempos de idiotice ufológica onde havia lido muito sobre a mascara de jade do rei Maia Pacal II. Inclusive tive que mostrar a página sobre jade na América Central na Wikipedia para que a Séfora acreditasse. Embora raro o jade existe sim nas Américas. Pode-se contestar o fato de como o jade teria chegado da Guatemala (onde estão as maiores minas das Américas) até aqui. Isso é fácil de explicar. Eles teriam vindo pelos muitos peabirus, as estradas indígenas que existiam antes do descobrimento. Mas também já foram encontradas algumas pedras brutas de jade no Brasil.

Curioso é que os Muiraquitãs foram a base das teorias do português Barbosa Rodrigues (no século 19) que chegou a conclusão de que se o jade não existia nas Américas ela teria vindo da Ásia. Assim os indígenas daqui seriam descendentes dos asiáticos, visto que o jade é comum por lá, principalmente na China.

A Máscara de PacalDos muiraquitãs cheguei aos peabirus, que seriam a rota ideal do jade pelas Américas. E falando de peabirus há de se falar no maior deles, criado pelo Pay Sumé, o grande personagem esquecido da história do Brasil. Estranho como seu nome não é mencionado nas aulas de história. Dos peabirus e do jade cheguei a mascara de Pacal. E com Pacal fica impossível falar sem lembrar da tampa de seu túmulo e das teorias malucas do Erich Von Daniken.

Enfim, lembrei de muita coisa que talvez rendam alguns posts. Vou ter que organizar as idéias, reler alguns livros que faz tempo que não vejo e pesquisar mais um pouco. Vou procurar seguir a linha do blog e postar sobre coisas poucos conhecidas e divulgadas, mesmo com toda a informação disponível hoje via internet. Aguardem...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Papai Noel Grego

Mas já que eu falei em sacanagem no post anterior, sacanagem MESMO foi o que aconteceu com o meu filho este ano:

Ano passado descobri através dos sobrinhos do Voyage que os correios fazem uma campanha de natal onde as crianças mandam suas cartinhas e recebem um presentinho em casa, entregue geralmente por uma sorridente moça vestida de mamãe Noel.
Toda criança pequena fica feliz em escrever a cartinha, colocar no correio de verdade!!
E quando o carteiro chega em casa e pergunta:
“É aqui que mora o fulaninho de tal? Papai Noel recebeu sua cartinha e te mandou esse presente!”.
Não há criança que não abra um enorme sorriso. Aquele embrulho significa muito para ela, que se sente reconhecida, importante, que se sente feliz em receber um presente vindo “diretamente do pólo Norte”. É a magia do Natal.
Acho admirável essa iniciativa dos correios que, diga-se de passagem, é uma das poucas empresas estatais que realmente funcionam no Brasil. Essa campanha realmente faz muitas crianças felizes

Acredito que TODA criança (e não só as “encaldidas”) tenha o direito de participar de uma campanha linda dessas, como diz a musiquinha “seja rico, ou seja, pobre o velhinho sempre vem”.
Mas porém, contudo, todavia, entretanto se os pais se acham “bem sucedidos” e se sentem culpados “tirando a chance de uma criancinha necessitada” podem fazer uma ou mais doações para a campanha e deixar que o filho também mande sua cartinha.
Aliás, está na hora das pessoas começarem a entender e mostrar para os filhos o verdadeiro sentido da palavra solidariedade:
“Solidariedade é o interesse sincero de um ser humano pelos outros seres humanos.
É um homem a estender a mão a outro homem com amor, com justiça, sem pena e sem compaixão, que são sentimentos aviltantes. É saber que estamos todos no mesmo barco, que devemos agir como se fossemos um corpo só no momento da tempestade. Passageiros e tripulantes, todos correm os mesmos riscos e devem ajudar-se entre si.”.
Extraído do livro: Um personagem chamado Pedrinho – A Vida de Monteiro Lobato
De Sidônio Muralha

Mas deixemos de lado essa lenga lenga sentimental e vamos aos fatos:
Ano passado meu filho, com 3 anos escreveu (copiou) com sua própria letrinha:
“Papai Noel quero um livro”
E recebeu em casa um lindo livrinho infantil acompanhado de uma revistinha de colorir e uma caixinha de giz de cera. Foi uma festa!!
Esse ano (mode coruja on): Ele já lê e escreve sozinho!! “Para o Papai Noel no pólo norte: Tenho 4 anos e quero um livrinho bem bonito” (mode coruja off).
Enfeitou o envelope bem bonito com bonecos de neve árvores de natal e corações, e foi feliz da vida entregar sua cartinha.
Ontem à tarde, todos na sala, toca a campainha, era o carteiro. Ao ver o pacotinho de presente, aquela euforia: “É o presente do papai Noel!!!!”.
Pegou o pacote (os olhinhos brilhando) e sentou-se no sofá para abrir.
Ao abrir, uma punhalada no peito, os olhinhos se encheram de lágrimas...
Ao invés de um lindo livrinho de contos de fada, de personagens de desenho animado ou de bichinhos bonitinhos, ISSO:
Jesus após ser nocauteado por Rock BalboaEu também ia chorar uma tsunami com um presente dessessansão na privada
Também num tô entendendo

Uma pessoa má, uma pessoa derrotada, sacana e sem escrúpulos teve a capacidade de ir até a agência dos correios e com o coraçãozinho cheio de maldade (e o bolso vazio de dinheiro) dar uma MONSTRUOSIDADE dessas para uma criancinha de 4 anos.

Perante a cara de decepção do meu filho tive que lhe dizer que: “Deve ter ocorrido um tremendo engano meu filho, algum ladrão roubou as cartinhas do papai Noel e saiu dando presentes feios para as crianças por pura maldade, mas o Papai Noel vai chamar a polícia e o bandido vai pagar pelo crime, tenho certeza que você receberá o presente verdadeiro”.

Considerações finais:
Se o cidadão em questão não sabe brincar, não deveria descer pro play, várias empresas participam, várias pessoas COM NOÇÃO participam. Imagina se esse fosse o único presente de natal de uma criança?! Era bem provável que , além de morrer ali o gosto pela leitura ela escrevesse aquela famosa “cartinha resposta para o papai Noel

P.S.: Dar um troço horrível desse para uma criança e ainda se achar o bom samaritano é muita sacanagem...

Como bem disse o Der Hexenhammer nos comentários : Tudo contra dar um livreto de propagação de idéias religiosas para uma criança com a mente em formação.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Isto aqui, ô ô! É um pouquinho de Brasil iá iá!

Estava dando uma olhadela no blog do Morróida (leia essa merd@ primeiro pra você entender este post) e não me contive! Não agüento mais ficar calada diante desse assunto...
Não é de hoje que ouço a mesma ladainha. De um lado: “Oh! Como o brasileiro é ladrão, aproveitador etc” (o que não deixa de ser verdade). E de outro “Oh! Como o nosso povo é amigo e solidário” (coisa que eu duvi-de-o-dó!!).
O que me dá mais nojo não é apenas dos "aproveitadores" e sim dos IDIOTAS que não podem ver uma tragédia que já saem "doando" e se sentindo o máximo!! O supra sumo da caridade, o supreme master God da bondade (ou como o Morróida se sentindo redimido de todos os seus pecados).Raça ruim!!! Desde os "Morróidas" da vida, que doam uma grana boa até os isentos que doam um quilo de feijão carunchado para o "caminhão da enchente" que passa arrecadando as "doação" ruidosamente lotado de pobre sorridente e rebolante. Povo hipócrita e fudid*!!!
Quer mesmo ajudar??? Ajude alguém que você conhece!!!! Ajude seu parente, seu amigo, seu vizinho, ajude o bêbado que passa te pedindo um real pra comprar uma pinga, mas larga de ser escroto e querer ajudar só em caso de desgraça e a quem você não conhece!!!! ISSO NÃO FUNCIONA!!! Como disse sabiamente o cara que escreveu este post.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Entrevista com Renata Lima do Instituto de Pesquisa do Colecionismo

Embora não seja muito comum no Brasil o colecionismo vem crescendo por essas bandas. Sempre gostei de coleções e itens colecionáveis, embora apenas uma vez colecionei a sério. Como diria o Juliano hoje eu não coleciono, apenas junto coisas. A Séfora também tem seus itens que ela junta em sebos, brechós e bazares. Alguns disputados a tapas comigo. Disputas em que eu sempre saio perdendo. Mas continuemos...

Recentemente a Séfora conheceu a Renata Lima que talvez seja a maior especialista em coleções do Brasil. Ela pesquisa itens colecionáveis a mais de 30 anos e faz parte do Instituto de Pesquisa do Colecionismo. A partir deste encontro pedi a Séfora que perguntasse se ela poderia nos ceder uma entrevista. Ficamos felizes quando ela aceitou o convite. Então aqui está a nossa primeira entrevista:

Cuxaxo: O que a levou a trabalhar com colecionismo?

Renata Lima: Na realidade foi uma fatalidade. Com 11 anos perdi meu pai na época eu morava em Cruzeiro Estado de São Paulo. Ele deixou para mim uma belíssima coleção de documentos de Escravos, Cartas de Alforria, Fotos, documentos de compra e venda etc., Como eu já estava na época de procurar uma cidade grande para dar continuidade aos meus estudos fui morar no Rio de Janeiro com minha mãe na casa de minha avó. E foi com 11 anos que eu descobri o fascínio do colecionismo. Ao Colocar um anuncio no Jornal da venda dos meus documentos, conheci um senhor chamado Hamadam, que comprou meus documentos, para a sua coleção. Foi através deste senhor que descobri que o colecionismo existia no mundo inteiro e há mais de dois séculos já era comercializado nos países do primeiro mundo.

Cuxaxo: Da para viver exclusivamente de coleções? É um bom negócio no Brasil?

Renata Lima: Bem, esta é uma resposta complexa: primeiro vamos entender que colecionismo não abrange apenas o ato de colecionar. Colecionismo as culturas; transmite tradições e tem interfaces com as demais ciências como: Marketing, jornalismo, História, enfim. Vivo do comércio do colecionismo em todos os seus aspectos como, por exemplo, faço vitrines temáticas, dou palestras por todo o Brasil, escrevo a história de Empresas antigas, e claro compro e vendo peças para colecionadores. No Brasil agora existe sim um bom comércio, começado por mim e pelo Sr. Ramadam. No site do IPC Instituto de Pesquisa do Colecionismo você vai encontrar um pouco desta história.

Cuxaxo: Qual o país que tem maior tradição em colecionismo? Quais as diferenças entre o mercado destes pais e o mercado Brasileiro.

Renata Lima: Inquestionavelmente Os Estados Unidos detém o maior numero de colecionadores, com grandes lojas, feiras, muitos livros e revistas que com isto mantém uma tradição do colecionismo tão antiga quanto à descoberta do pais. Para o Norte Americano colecionar é um investimento econômico e cultural. Agora por exemplo com a instabilidade financeira, grandes investidores estão apostando no colecionismo como forma de investimento, assim fizeram seus avós na grande quebra da bolsa em 1929 e também no pós segunda guerra em 1945.

Em seguida vem a Inglaterra e a Europa de um modo Geral. Sendo assim da para você entender a diferença entre um povo que coleciona por tradição há séculos e o Brasil que ainda esta engatando.

Para você ter uma Ideia a primeira revista no Brasil a tratar do colecionismo em geral foi criada por mim, A primeira grande loja também, que existiu no Rio em Copacabana durante 15 anos, o primeiro site também criado por mim existe até hoje e continua crescendo é o IPC Instituto de pesquisa do Colecionismo. Por aí você pode ver como estamos engatinhando mas já da para notar um grande avanço na visão do colecionismo como a expressão de uma arte com um cunho cientifico e não uma simples brincadeira de crianças ou um hobby de pessoas esquisitas.

Cuxaxo: Qual a situação mais engraçada que já passou para conseguir um item de coleção?

Renata Lima: Neste caso eu não tenho uma experiência minha, não sou colecionadora de nada sou especializada na cultura do colecionismo e suas interfaces. Durante minha trajetória nesta profissão vi muitos colecionadores passarem por situações engraçadas, como por exemplo: dormir na porta de alguém que estivesse fazendo faxina em um porão para serem os primeiros a remexerem o lixo e encontrar raridades. Quero lembrar aqui que estou falando de senhores, senhoras, médicos, juízes, empresários, celebridades e muito mais. A Arte de Colecionar não faz distinção sócio econômica, em um encontro de colecionadores isto fica bem visível.

Cuxaxo:
Qual o item mais raro e/ou mais cara que já encontro te hoje?

Renata Lima: Esta é uma pergunta interessante e requer um grande entendimento da imensidão do colecionismo. Trabalhando nesta profissão há mais de 20 anos pude agenciar grandes colecionadores em diversos leiloes na Inglaterra, Estados Unidos, França, Argentina, Uruguai e mesmo no Brasil.

Na Inglaterra, por exemplo, fui para uma casa de leilão comprar para um cliente colecionador de São Paulo um raro cartaz do Charlie Chaplin cujo lance mínimo era de 50 mil dólares, por questões éticas não vou mencionar aqui o valor final mais tenha certeza passou do preço de dois bons apartamentos.

Esta questão de mais raro e mais caro é complicada, por exemplo, você já parou para pensar que um quadro de Picasso, Van Gog etc. não passam de mais um item de coleção? Colecionar não se restringe a selo, moeda ou figurinhas. A Rainha da Inglaterra possui uma grande coleção de jóias, o Museu do Louvre na França guarda a maior Pinacoteca do mundo (coleção de quadros).
Quando ampliamos nossa visão de colecionismo é que podemos entender como é grande a arte de colecionar.

Cuxaxo: Qual o item ou coleção mais estranho que já viu ou conheceu no Brasil?

Renata Lima
: A coleção mais estranha que já vi e ajudo a completar é a de um médico no Rio de Janeiro, ele coleciona tudo ligado a osso, caveiras etc.

Cuxaxo: Você procura itens para outros colecionadores sobe encomenda? Se sim, qual item deu mais trabalho parara conseguir?

Renata Lima: Trabalho de varias maneiras: Tenho uma carteira de clientes que já passa de 2000 pessoas e busco quilo que sei que eles procuram, dou consultoria sobre como adquirir, manter, expor, avaliar ou conservar as coleções, compro peças colecionáveis para colocar em leiloes reais ou virtuais como o Mercado livre, compro e vendo em feiras, busco novidades, sempre freqüento brechós etc.
Quando ao que me deu mais trabalho é sempre difícil achar um item especifico.

Cuxaxo: O mercado de colecionismo no Brasil sofreu alguma mudança depois do surgimento dos sites de leiloes, como o Mercado Livre?

Renata Lima: O mercado do colecionismo vem crescendo muito e foi justamente o contrário, este crescimento que fez com que o mercado livre acrescentasse a menos de sete anos itens de coleção.

Cuxaxo: Qual a sua opinião sobre os sites de leiloes? Ainda é possível encontrar boas oportunidades?

Renata Lima: As boas oportunidades para os colecionadores sim estão nos leiloes, porém para os comerciantes as boas oportunidades são as vendas e não as compras.

Cuxaxo: Você além de trabalhar com coleções possui uma coleção própria? Qual o tema?

Renata Lima:
Não possuo uma coleção própria porque não coleciono nada. Tudo que adquiro é para fornecer aos colecionadores, pesquisadores, historiadores, vitrinistas e muitos outros interessados.

Cuxaxo: Você já pegou algo interessante no lixo? Era raro? Valeu a Pena?

Renata Lima
: Normalmente o lixo vale à pena, boas coisas são jogadas fora e não é só no Brasil, o Lixo dos estudios de Hollywood, por exemplo, é tratado como uma empresa onde as pessoas fazem fila para coletar peças de atores, de cenários etc.
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