segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lost: Fotos Exclusivas!

Enquanto aguardamos pela quinta temporada de Lost...
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Jack in the box:


Ben-Te-Vi:


Walt Disney:

Michal Jackson:


Comentário do Voyage: Se não entendeu o post, clique AQUI!

Comidas Famosas

A Séfora viu o cão chewbacca no Mundo Gump e lembrou de umas bobeiras que ela falava uns tempos atrás. Assim ela fez umas montagens no Photoshop pra colocar aqui.
Jack Lemmon:


Kevin Bacon:

Kevin Bacon

Pepino Di Capri:

Silly arithmetics

Sivuca 1
Sivuca 2

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O desafio da louça suja

Juliano e um Qilin da disnatia Qing
Impressionada com um post que li no Mundo Gump resolvi dar uma arrumadinha na bagunça aqui de casa. No meio da arrumação encontrei um lápis comprado há 16 anos atrás. O tal lápis me lembrou um fato engraçado que aconteceu comigo e um amigo meu:
Conheci o Juliano em 1992 no primeiro ano do curso técnico. Já naquela época ele era maníaco por línguas. Certo dia numa daquelas inesquecíveis aulas, eu observava distraidamente um dos lápis de meu estojo quando notei uma minúscula palavra: “kirin”. Por curiosidade e para matar o tempo daquela tediosa aula, virei para o lado e perguntei para o único ser naquela sala capaz de me responder tal pergunta:
-Juliano! O que quer dizer “kirin”?

Ele prontamente respondeu. Matei minha curiosidade e ficou por isso mesmo.

Anos mais tarde, quando ele já morava em outra cidade, veio um dia almoçar em minha casa. Fizemos o almoço juntos, felizes, naquela euforia típica da “vintolescencia”.

Depois de enchermos nossas respectivas panças, eu como finíssima anfitriã pedi-lhe que lavasse toda a louça sozinho.
Ele ciente da minha ignorância lingüística me fez um desafio:

-Lavo! Mas só se você me disser como é que se fala GIRAFA em japonês!
Sem pestanejar, respondi:
(Vejam como a lei de Murphy é infalível, entre milhares e milhares de palavras em japonês ele foi escolher a ÚNICA que eu sabia.).
Ele claro, quase caiu duro tamanho foi o susto que levou, enquanto eu espevitádissima não conseguia parar de rir.

Só depois que ele lavou toda a louça expliquei “como” sabia a resposta.
O Lápis da Girafa

domingo, 21 de setembro de 2008

Supermário montado numa quimera (ou o que acontece ao se juntar 2 nerds desocupados...)

Como dá pra notar pelo banner do Cuxaxo, a Séfora adora um Photoshop. Outro dia no MSN o Mário teve uma idéia brilhante pra dar uma modificada no banner do seu blog. Ele é fanático pelo Super Mário e queria deixar isso mais óbvio no blog. E lá foi ele:

Mário - Problemas constantes? Derive-os. diz:
vc mexe bastante com foto neh?

Mário - Problemas constantes? Derive-os. diz:
sabe fazer montagens?

Mário - Problemas constantes? Derive-os. diz:
tem o dom de colocar o Super em cima da quimera do quimerda! ?

Séfora diz:
vou ver...

Mário - Problemas constantes? Derive-os. diz:
mas tipo...o chifre do bixo tem que ficar por cima da mao do e talz...

Mário - Problemas constantes? Derive-os. diz:
por ai...

Séfora diz:
ok e pra beber?

E aí está o que dois blogueiros (de fim de semana) desocupados são capazes de fazer:
Antes:
Banner Quimerda Antes
DepoisBanner Quimerda Depois

Aparecida do Norte e a Pedra com a Marca da Ferradura

Quadro sobre a históriaQuando eu era pequeno visitava a cidade de Aparecida do Norte uma vez por ano com minha família e sempre via essa pedra por lá.

Ela seria a prova de um fato extraordinário acontecido na antiga igreja onde ficava a imagem da santa. Já procurei muito por mais detalhes sobre o fato mas é difícil encontrar alguma informação. Não se consegue nem a data ou o nome de alguma pessoa envolvida.

O que se sabe é mais ou menos o seguinte:

Um cavaleiro ateu zombou da fé dos romeiros e resolveu entrar a cavalo na igreja. Ao chegar na entrada o cavalo ficou preso a uma pedra pela ferradura. O cavaleiro então desceu do cavalo e se converteu a devoto.

A história tem outras versões. Alguns dizem que era um cavaleiro vindo de Cuiabá e estava a caminho de Minas Gerais. Outros dizem que foi uma aposta de um homem da região. E tem também aquela onde o cavalo é substituído por um burro. Na mais trágica o cavaleiro morre.

É estranho que uma história destas não tenha tanta divulgação. Afinal existe uma “prova”do acontecido. Ao contrário de outros casos de “provas” milagrosas, esta parece ter sido pouco estudada. Vemos sempre na mídia pessoas falando do Santo Sudário, dos incorruptíveis e das aparições marianas, etc... Mas nada da pedra de Aparecida.

Recentemente estive em Aparecida e um dos motivos de ir até lá foi conseguir uma fotografia para este post. Sempre quis falar do assunto num texto e nada melhor para ilustrar do que uma foto da marca na pedra.

Confesso que fiquei decepcionado quando cheguei ao “quarto dos milagres” e tudo estava mudado. Me lembrava do caos de itens que tinha aquela sala. Agora eles organizaram demais. Deve ser saudosismo meu, mas era melhor a sala antiga.

Então, procurei a pedra mas a única coisa que encontrei foi o quadro abaixo. É uma foto da pedra com uma placa contando a historia e indicando que a pedra foi transferida para o museu na torre da catedral. Pelo menos a pedra continua exposta, pensei.

A foto da foto da pedra
Lá fomos nós para o museu (sim, a Séfora estava junto). Nova decepção. A última vez que estive no museu ele tinha muito mais itens. Lembro de vários artefatos de soldados alemães trazidos para Aparecida por um pracinha que lutou na Itália. Tinha muitos artefatos indígenas, moedas, o capacete do Ayrton Senna e tantas outras coisas.

A marca da ferraduraO que se vê agora é muito menos. O museu apresenta apenas imagens sacras e a historia da imagem de Aparecida. Tem também alguns painéis contando a historia de alguns milagres. A pedra está lá também, num nicho com uma placa com a história. Sem datas ou nomes, ou qualquer outra referencia. Lembrei que eu acreditava na história toda. Hoje sou mais cético em relação a tudo isso. Até a marca não me pareceu tão convincente.

Infelizmente é proibido fotografar ou filmar dentro do museu, por isso tive que me contentar somente com a foto da foto da pedra.

Outro item que antes estava na sala dos milagres é a corrente que supostamente teria se quebrado de um escravo que rezava na igreja. A história é boa, mas carece de referencias também. A corrente também foi transferida para o museu.

P.S. - Em minha pesquisa para este post descobri que existe um filme sobre a historia da pedra. O filme chama-se “A marca da ferradura” e tem a trilha sonora de Tonico e Tinoco.

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Comentários da Séfora: Achei o Voyage muito ameno em seu post. Segundo a letra da musica a santa no auge de sua fúria teria dado uma "Esfera de Raios" no tal cavaleiro (ou jóquei de burro, segundo a versão de Tonico e Tinoco).

Essa versão é mais plausível, considerando o fato dessa "gente do céu" ser um tanto quanto vingativa.

Já o museu foi algo que realmente me chocou. O que antes parecia uma feira da barganha virou algo como "cenário de novela da globo" com direito até a uma sala cheia de ouro! Pena não poder fotografar lá dentro (até agora não entendi o motivo...).

O interessante é que todas essas mudanças maravilhosas aconteceram (suponho) coincidentemente com a visita do papa no ano passado. Que beleza, não? Fico até "comovida" com essas coisas...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Você matou a esperança!

Hope - EsperançaEstava aqui em casa com minha amiga Laura quando li um post no MundoGump e lembrei de uma história que aconteceu comigo:

A Esperança sempre foi minha amiga, até que um dia brigamos. Admito que a culpa foi minha, mas o negócio é que ela era muito chata.

Sempre aparecia sem ser convidada. Quando eu tentava agir racionalmente e colocar minha vida “nos eixos”, lá vinha ela com seus maus conselhos e bagunçava tudo. Nos dias em que eu estava em farrapos ela aparecia aqui em casa vestida com sua mais bela roupa só pra me angustiar. E quando eu resolvia tomar “uma grande taça de sorvete de morango pra esquecer meus problemas” ela, por pura maldade jogava a taça no chão.

Aí mandei ela ir embora! E nunca mais voltar. Disse que com amigos assim ninguém precisa de inimigos. E disse também que ela era cruel e sádica, até cheguei a ameaçar que ia denunciá-la por violação de sepultura, lembrei–lhe que segundo o artigo 210 do código penal ela poderia pegar cadeia (de 1 a 3 anos mais multa)... Acreditem! Ela era uma criminosa! Tinha o maior prazer em desenterrar o passado. E ainda se fingia de boa moça.

Ofendida, ela partiu sem ao menos olhar pra trás.

Anos se passaram...

Até que um dia ela voltou. E voltou mais forte do que nunca, até perguntei se ela andava malhando... E sem fazer a menor cerimônia, assim, na maior cara de pau, disse que ia ficar de vez. Eu ali perplexa nem pude reagir. Confesso até que fiquei feliz em revê-la.

E ela saiu tranqüilamente para pegar suas malas no carro, quando para meu horror! Uma pessoa passou e jogou uma bomba caseira no carro!! A cena foi horrível! O carro em chamas e ela presa ali!!Queimando lentamente. E eu olhando sem poder fazer nada.

Quando os bombeiros chegaram já era tarde.

Nem puderam levá-la para a unidade de queimados. O corpo estava totalmente carbonizado. Nunca tinha imaginado que isso pudesse acontecer, afinal todos dizem que a esperança é a ultima que morre.

Que tragédia!!! Logo agora que eu tava começando a aceitar a idéia de tê-la por perto de novo.

Logo em seguida chegou a polícia com o autor do crime: E para aumentar meu desespero, o incendiário era você!!
Eu então, duplamente apunhalada pelo destino não tive outra escolha senão voltar pra casa e tomar um chá na tentativa de me acalmar.
Quando entrei na cozinha não pude acreditar em meus olhos! Ali estava ela!! Novinha em folha! Como se nada tivesse acontecido.

E foi dizendo na maior naturalidade:
-Você pode me emprestar umas roupas, já que as minhas pegaram fogo?

Pois é! Eu não sabia, mas assim como o amor a esperança não morre nunca! Tal qual a Fênix ela sempre renasce das cinzas.
E vejo que desta vez, ela não vai embora tão logo...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

60 anos atrás...

Apelo aos nossos operários - Monteiro Lobato

Toda empresa industrial, que se respeita e pretende desenvolver-se cada vez mais, deve basear-se nos seguintes princípios:

1º) O verdadeiro objetivo de uma indústria não é ganhar dinheiro e sim bem servir ao público, produzindo artigos de fabricação conscienciosa e vendendo-os pelos preços mais moderados possíveis. A indústria que se norteia por estes princípios nunca pára de crescer, nem de desdobrar-se em benefícios para todos quanto nelas cooperam. Torna-se uma obra de paciência, consciência e boa vontade – três elementos sem os quais nada se consegue no mundo.

2º) Uma empresa industrial depende da cooperação de três elementos: os diretores, os operários e o consumidor. Sem o concurso destes três fatores a indústria não se pode subsistir. Assim, os diretores, os operários e o consumidor funcionam como sócios da empresa e nessa qualidade têm direito à participação nos lucros.

O sócio-consumidor participa dos lucros, recebendo artigos cada vez mais caprichados e por preços cada vez mais baixos. A indústria que procura lesar esse sócio, impingindo artigos mal feitos e caros, não é indústria, é pirataria.

O sócio-operário participa dos lucros sob forma de constantes aumentos de salários. A indústria, que não sabe ou não pode proporcionar este lucro ao sócio-operário, não cumpre a sua alta missão.

O sócio-capitalista participa dos lucros sob forma de dividendos razoáveis. Ele forneceu o capital necessário à montagem da indústria e tem direito a uma remuneração proporcional.

3º) Os diretores da empresa fazem parte do seu operariado, com a única diferença que lhes cabe o trabalho mental da organização e da coordenação. A eles incumbe promover, com inteligência e segurança, a venda dos produtos, de modo que nunca falte trabalho na fábrica e que, pela boa direção dos negócios, os três sócios aufiram os lucros a que têm direito.

Mas todo direito corresponde um dever. O dever do sócio-capitalista é não desprezar os outros sócios, querendo tudo para si; é contentar-se com uma quota justa, que não sacrifique o sócio-consumidor nem o sócio-operário.

O dever do sócio-operário é dar à empresa a soma de trabalho que, ao nela ser admitido, se comprometeu a dar. Tanto lesa a indústria e aniquila o mau patrão como o mau operário. Por mau operário entende-se todo aquele que trabalha de má vontade, procurando nas horas de oficina “encher o tempo” em vez de produzir. O operário que assim procede prejudica a si próprio, a sua família e a sociedade em que vive. Se todos fizessem o mesmo, o que sucederia? A empresa cessaria de dar lucros, teria de baixar os salários e, por fim, fechar as portas, privando de trabalho inúmeras criaturas humanas.

Precisamos não nos esquecer nunca de que o trabalho é a lei da vida.

Sem trabalho não se vive. Tudo que na Terra existe a mais da natureza é produto do trabalho humano. Só o trabalho pode melhorar as condições de vida dos homens. Se assim é, nada mais inteligente do que trabalhar com alegria, consciência e boa vontade.

Nas empresas industriais de alto tipo, o salário é uma forma prática de dar ao sócio-operário a sua parte nos lucros da produção. Mas como há de uma empresa auferir lucros suficientes para isso, se o operário produz pouco e de má vontade? Quem paga o salário não é o capital. Este apenas fornece as máquinas. Quem paga o salário é a produção, o que vale dizer que o operário se paga a si próprio. Ora, se assim é, quanto maior, mais eficiente, mais econômica e rápida for a produção, mais os lucros avultam e maiores serão os salários. Como pode pretender melhoria de salário o operário que produz mal, se o salário é uma conseqüência da sua produção?

A economia de tempo e material representa lucro e aumento de salário. Quem pode fazer um serviço em uma hora e o faz em duas; quem mata o tempo em vez de produzir; quem dá dez passos em vez dos oito necessários; quem espicha a sua tarefa; quem se esconde atrás de uma porta; quem maltrata uma máquina; quem estraga uma folha de papel; quem perde um minuto que seja de trabalho lesa a empresa e lesa, portanto, a si próprio. No fim do ano, a soma desses pequenos desperdícios representa muito. A empresa que consegue evita-los, habilita-se a beneficiar ao publico com melhoria de preços e ao operário com melhoria de paga.

Trabalharemos, pois, com amor e boa vontade, conscientes de que somos um organismo capaz de ir ao infinito, se todas as células cooperarem em harmonia para o fim comum. Podemos nos transformar numa empresa que nos orgulhe a todos – e a todos beneficie cada vez mais. Para isto, o meio é a preocupação constante de produzir com o mais alto rendimento em perfeição e presteza.

Quem não pensar assim prestará um verdadeiro serviço à empresa, ao público e aos seus colegas retirando-se. Nossa empresa saiu do nada, é filha de um modesto livrinho e tendo vencido mil obstáculos já faz honra a São Paulo. Mas devemos considera-la apenas como um início do que poderá vir a ser. Está em nossas mãos torna-la um jequitibá majestoso e cuja sombra todos nós possamos nos abrigar – nós e mais tarde nossos filhos. Mas, se não trabalharmos com boa vontade e consciência do que estamos fazendo, o jequitibá não assumirá nunca a majestade que tem na floresta e não dará a sombra de que todos precisamos.

Programa proposto por Monteiro Lobato aos operários da empresa editora que trazia o seu nome.
Mundo da Lua e Miscelânea, Vol 10 da 1ª série das Obras Completas de Monteiro Lobato. Editora Brasiliense Ltda. 1948.

sábado, 13 de setembro de 2008

Mistérios não muito misteriosos do Sul de Minas

Pra descontrair das histórias dos posts anteriores temos outra história que seria de arrepiar se não tivesse sido esclarecida. Foi a Séfora que me contou e aconteceu quando ela era criança.

Ela e uma amiga estavam na roça conversando antes de dormir. Coisa de criança que leva o amigo pra dormir em casa e ficam falando a noite inteira (até as 22:00 horas). O tema da conversa, pra variar, era histórias de terror. Inclusive a Séfora pensando que a amiga pudesse ser uma vampira disfarçada, colocou uma réstia de alho ao lado da cama.

Então... De repente, no meio da escuridão, uma harpinha (daquelas que os peruanos ficam tocando e vendendo nos camelodromos) começou a tocar. Nisso as duas cobriram as cabeças, morrendo de medo e chorando. E ficaram naquela de “levanta você”, “Levanta você”... “A harpa está perto do interruptor”... E ninguém queria levantar. Até que a harpa parou de tocar e a Séfora corajosamente resolveu acender a luz.
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Ao acender a luz ela descobriu que o “fantasma tocador de harpa” era um daqueles besouros chifrudos que tinha caído entre a tábua e as cordas da harpinha. A musica era a sua inútil tentativa de escapar.
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Update: Enqquanto conversávamos sobre este post a Séfora bolou a seguinte piadinha nerd:
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Pergunta: Deckard Cain entrou numa fonte da juventude e saiu novinho, novinho. Qual o nome do livro?
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Resposta: O ex cara velho do Diablo!
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Mais um item pra lista de nerdices...

Causos sobrenaturais do Sul de Minas – Parte 2

Ok, continuando o post anterior caçamos mais duas histórias de família. A primeira quem contou foi a mãe da Séfora.

Segundo ela a história se passou por volta de 1960 lá pras bandas de Pouso do Campo. Sua irmã morava numa antiga fazenda com a família. Era um local muito afastado da cidade não era comum passar carros e nem havia luz elétrica. E, como era de se esperar, o local tinha fama de mal-assombrado (fazenda antiga da época dos escravos).

Um dia a mãe e a tia da Séfora estavam olhando a noite pela janela quando viram a certa distância uma luz intermitente. A Luz se deslocava ao longo do pasto subindo um morro próximo até sumir de vista. Dava a impressão de ser alguém muito pequeno carregando uma lamparina ou algo do tipo. Como não havia nenhuma casa num raio de quilômetros não poderia ser algum vizinho andando pela noite. E a criatura teria o tamanho de um anão de jardim. Algo como no video abaixo:

Nessa mesma casa acontecia toda noite um fenômeno bem mais extraordinário. A mãe da Séfora jura de pé junto que toda noite uma misteriosa luz clareava o quarto onde ela dormia. Isso mesmo com as grossas janelas de madeira totalmente fechadas. Era como se fosse um farol de carro que passava pelo quarto.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Causos sobrenaturais do Sul de Minas

Ontem eu e a Séfora estávamos conversando sobre “causos” sobrenaturais acontecidos na família. Em certo ponto uma história que ela contou coincidiu com uma que eu presenciei quando era pequeno.

No meu caso estava brincando com colegas na rua perto da outra casa onde eu morava. Desse local dava pra ver uma pedreira a certa distancia, numa montanha próxima a entrada da cidade. Nós vimos duas “pessoas” vestidas inteiramente de branco subindo o morro da pedreira. Andavam lado a lado e subiam com certa facilidade. Tudo normal não fosse o fato de terem a altura das arvores ao lado do caminho.

Como isso já faz mais de 20 anos não me lembro de detalhes e, naturalmente, deve haver uma explicação simples para isso... (Espero)

No tempo de minha idiotice ufológica achava que eram ET´s. Hoje já não acredito mais.

O curioso é que a Séfora contou uma história de sua avó que deve ter acontecido por volta de 1930. Ela estava na carroça (carro da roça) com o marido e um bebe vindo para a cidade. Era em plena luz do dia e a estrada de terra seguia junto à linha do trem, que hoje não existe mais. O lugar era conhecido com “Arto da Maiada” (Alto da Malhada, por que haviam muitas onças nesse local).

Então... Notaram que o cavalo começou a se comportar de maneira estranha. Olharam para os lados e as margens da mata viram um homem MUITO alto, muito mesmo. Eles morrendo de medo e a carroça indo numa direção e o “ser” na direção oposta, se distanciando. Este “ser” entrou na mata e desapareceu.

Assim temos dois casos separados por algumas décadas e na mesma região envolvendo, digamos, “gigantes". Mas tem mais...

Diziam na época que esse tal de “Arto da Maiada” era mesmo assombrado. Por volta de 1915 o bisavô da Séfora estava vindo da cidade a cavalo. Quando passava pelo “arto”, viu uma conhecida carregando um pote de água. E ele, que estava com muita sede, disse:

“Ô Cumadi! Ô Cumadi! Dá uma cuida dágua aí?”.

E a mulher continuou andando como se não tivesse ouvido. E ele a seguindo e insistindo na água. Até que a mulher entrou na mata que seguia rente a estrada. E o chato do bisavô da Séfora (deve ser genético) entrou junto.

O resultado: O cavalo voltou sozinho para casa e ele acordou no outro dia no meio do mato sem saber o que havia ocorrido desde que lá entrou.

Não estamos afirmando que estas histórias possam significar a existência de fenômenos sobrenaturais. Estamos apenas repassando as histórias. Não acreditamos muito nelas e preferimos não passar por “contatos” semelhantes.

domingo, 7 de setembro de 2008

Enfim um post sobre Basset Hound!!!

A Rebeca original - Basset HoundQuem conhece a Séfora e leu todos os posts do Cuxaxo até aqui deve estar se perguntando: Onde estão os Basset Hounds? Pois é, demorou mas aqui está o primeiro post sobre basset hound.

Pra quem não conhece o basset hound é diferente do basset comum, também conhecido por “cachorro da Cofap”. O Hound é maior, mais gordo, malhado (bicolor ou tricolor), fede muito, baba muito, come muito e faz muita chantagem emocional. São animais diferentes (embora eu também não esteja certo de que sejam realmente animais... talvez sejam ET’s disfarçados). Mas a Séfora morre de loucura por eles. Basta ver um pra ficar espevitadíssima por horas. É estranho, mas cada louco com sua mania. Ela chega a parar desconhecidos na rua caso eles estejam conduzindo um basset hound. Se aparece um basset hound num filme ela volta a cena 15 vezes pra suspirar pelo basset.

Essa paixão nasceu quando a Séfora viu uma foto de um basset hound numa revista. Ela cismou que queria ter um e foi procurar nas lojas de animais daqui. Claro que não tinha. Basset Hounds são difíceis de procriar. Um dia ela soube que uma senhora basset estava prenha e lá ia ela todos os dias: “Já nasceu?”, “Já nasceu?”. O cara da loja deve ter dado graças as deus quando os filhotes nasceram.

Então já existiam os bassets. A Séfora escolheu o mais forte e bonito, diferentemente das pessoas que sempre compram o mais coitadinho da ninhada. Colocou ela numa cestinha aquecida e o bicho foi crescendo. Comeu a cestinha e foi dormir no sofá. E tinha todo o ritual da Séfora acordar de madrugada para cobri-la, que tinha até travesseiro.

E a Séfora adorava a Rebeca (nome do basset). Levava pra passear e tudo o mais. Se a Séfora tivesse uma câmera digital na época, certamente haveria alguns gigabytes de fotos do bicho. Mesmo assim existem algumas fotos performáticas e vídeos com o bicho. Uma das fotos até concorreu num concurso de fotografias.

Esse basset viveu 12 bons anos até falecer em 2006. Em respeito à Rebeca a Séfora manteve um tempo de luto até poder pensar em ter outro basset.

Eis que hoje de manhã eu estava dormindo quando tocou o telefone. Não é muito bom me acordar de manhã, ainda mais no domingo. Tinha que ser muito importante. E era, pelo menos para a Séfora...

- Voyage vem buscar o Basset!!!
- Que raio de bass...

E lá fui eu, afinal não é bom contrariar louco.

A prima dela ganhou um basset hound, mas ele destruiu a casa toda e ela resolveu doa-lo. A Séfora ficou louca pra ficar com o bicho, mas sua mãe não deixou, pois ela já havia levado os dois gatos persas pra lá. Só sobrou uma opção: Levar pra MINHA casa.

Acontece que já temos 3 pinchers aqui em casa (nosso recorde é 12 pinchers) e os valentes não gostaram muito da idéia de ter que compartilhar o quintal com o basset. Vale dizer que o basset, com seus dois meses de vida, já é maior que meus três pinchers juntos. O basset comeu toda a ração que os pinchers levariam uma semana pra comer e fez xixi na casa toda. E aquele bicho cresce muito e só come e dorme. Não é algo muito econômico. Não deu pra ficar com ele.

Com o basset rejeitado, lá fomos nós leva-lo de volta. Ou melhor, eu fui carregando o bicho. A Séfora não levou quase nada. Ela foi na ida e na volta comentando as qualidades dele. O que restava agora era convencer a mãe da Séfora a aceitar o basset. Não houve muita dificuldade já que ela também se encantou por ele. A única condição foi que a Séfora desse um fim, quero dizer, doasse os gatos para uma família que os acolhesse, escovasse, alisasse e desse amor, ração cara. Essas coisas de bicho chato...

E assim como mais vale um basset simpático na mão do que dois gatos anti-sociais soltando pelo miando de madrugada, arranhado a mobília, e fazendo xixi no sofá.Ficaram com o basset e a Séfora não cabe em si de tanta alegria.

E quanto a mim, prefiro meus pinchers.

Comentário da Séfora: Voyage, pincher não é cachorro! E sim um híbrido: rato/alto-falante estragado.

sábado, 6 de setembro de 2008

Esfihas (Mais um post de receitas...)

Já se foi o tempo em que era difícil conseguir uma comida diferente. Hoje além de uma infinidade de supermercados, padarias, restaurantes e afins, entupidos de tudo quanto se possa imaginar, ainda tem o bendito Google, que te dá na hora a receita de seja lá o que for com apenas um clique.
Esfihas da Dona SéforaSejamos sinceros: O que o povo quer mesmo é encher a pança de graça e sem ter nenhum trabalho.

Mas o que acontece na prática é aquela velha historinha:
-Ai como eu gosto da sua comida... Só a Tia Fulana sabe fazer aquela esfihinha... Ai que saudade do docinho da vovó...

E ainda tem quem acredite nessas coisas...

E assim, lá vai a trouxa da vovó ou da titia pra cozinha crente que tá abafando... Que dó!(o que não faz a carência afetiva...).

Tive um professor que costumava dizer que qualquer problema de eletrônica se resolve com “lei de ohm e bom senso” o mesmo pode ser adaptado para a culinária: Quem sabe seguir instruções, tem um mínimo de bom senso e não tem preguiça, conseguirá fazer essa e qualquer outra receita sem nenhum problema.

É claro que tem gente que é um desastre na cozinha (e em outras coisas...) mas isso se resolve facilmente com uma coisa: Dinheiro.

E é claro que existem aquelas raras exceções do tipo “frango ao molho pardo” onde é preciso assassinar um animal a sangue frio. Nesses casos se a vontade for muita o jeito é apelar para aquela sua tia avó...

Então pra quem gosta ou pra quem quer comer até morrer sem gastar muito, aí vai a receita da esfiha da Tia Fulana (aproveitem a bagunça!).

Massa da Esfiha:
3 Copos americanos de água morna
1 Colher cheia (de sopa) de sal
2 colheres cheias (de sopa) de açúcar
100 g de fermento biológico
1 Copo americano de óleo
1 Kg de farinha de trigo (até dar ponto)
Misturar tudo (menos a farinha) e mexer.
Depois despeje a farinha aos poucos até a massa ficar homogênea.
Importante: para q a massa fique leve, não soque, amasse com delicadeza.
Deixe descansar até crescer.

Recheio:
1 Kg de carne moída
½ Kg de tomate
1 Cebola grande ralada
Sal (ou tempero a seu gosto)

Faça bolinhas com a massa e as abra.

Para esfiha aberta: Passe em um pouco de fubá c farinha de trigo pressione no centro e coloque uma colher do recheio.

Para esfiha fechada: Recheie e feche os círculos em forma de triângulo.
Pode pincelar com ovo quando estiver assada.

Faça suas próprias cartas de Magic: The Gathering

No post sobre as nerdices da Séfora coloquei a imagem de uma carta de Magic feita por ela. Esta carta faz parte de uma série que ela fez há alguns anos atrás. A série original é composta por umas 15 cartas mais ou menos. Não chega a ser uma coleção Unglued já que as cartas, apesar do conteúdo humorístico, foram feitas de forma coerente com as regras do jogo.

Então... Para este post separamos 6 cartas que podem ser publicadas, já que existem cartas que podemos chamar de “banidas” e uma “rara”. As cartas banidas não possuem atributos que possam dar vantagem aos jogadores, pelo contrário, são até simples. Foram banidas mais pelo conteúdo pessoal dos “personagens” que representam. Destas, me lembro de um dragão de duas cabeças, a do homem do saco e a escatológica “basset loiro”.

Já a carta rara é a minha. A Séfora criou uma carta pra mim, incluindo uma frase que digo muito. Mas ela tornou-se rara depois que a ganhei e não sei onde coloquei. Se eu a encontrar atualizo o post com a imagem.

Contrariando o bom senso todas as cartas foram feitas sem ajuda de Photoshop. Como se vê nas fotos foi usado caneta esferográfica e lápis de cor sobre as cartas em branco que vinham com o deck do campeão mundial de 1998. A maioria falta a informação da quantidade de manas para baixar. Algumas também usaram colagem de fotos recortadas.

Sem mais enrolação, vamos as cartas e suas histórias:

Buba Maluca
Criatura – Besta acéfala (10/10)
“Ela destrói tudo que vê pela frente; desde que lhe mostrem onde é a frente”.

Galinha descuidada
Criatura – Galinha (1/1)
Sacrifique Galinha Descuidada. O controlador de Buba Maluca ganha 1 ponto de vida

Estas duas cartas fazem um combo e representam a cadela Buba e as galinhas descuidadas que viviam na roça da Séfora. Essas galinhas eram devoradas quando ciscavam muito perto da casinha da Buba.

Cheiro de Basset
Feitiço
Cheiro de Basset causa 3 pontos de dano a criatura alvo ou ao jogador alvo.
“Jesus na Cruz! O bicho ta podre.” – Tchuco


Esta carta fala sobre uma das grandes características do Basset Hound: O cheiro de Cheetos. Esses bichos fedem muito. O comentário da carta foi feito por um amigo nosso quando sentiu 0 odor da Rebeca (o Basset Hound que a Séfora tinha).

Joaninha bailarina
Criatura – Cão indesejado (0/10)
O controlador de Joaninha bailarina ganha um ponto de vida para cada ponto causado em Joaninha Bailarina. Se ela for alvo de mágica ou habilidade, Joaninha Bailarina recebe
–5/0.


Mais uma carta de cachorro. Na roça da Séfora tinha também uma vira-lata que ria e dançava por qualquer coisa. Podia estar apanhando o diabo que ela ria e dançava.

Dragão Zootarino
Criatura – Dragão (5/5)
Dragão Zootariano recebe +1/+1 para cada outro dragão que houver em jogo. Voar.
“Deus queira que eu esteja no xxxxxx”


Assim como os dragões as mulheres que fazem engenharia também são consideradas lendas. Mas eu posso afirmar que elas existem. E foram muito bem retratadas pela Séfora nesta carta.

Tereza Nervosa
Criatura (3/1)
Tereza Nervosa recebe –3/0 quando ataca.
“Cão que late não morde... Mas irrita. E muito!”

Carta feita em homenagem a um pincher que tinha aqui em casa. Foi a primeira de uma longa linhagem de pinchers da qual ainda temos 3 exemplares. Como todo pincher eles latem o dia todo.
Update: A carta Séfora no ônibus também foi banida.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Morre Waldick Soriano...

Pois é... Justo agora que a Séfora está escrevendo um post sobre um assunto que ainda não posso contar, mas que envolve músicas bregas, morre o Waldick Soriano. Como já disse em outro post a Séfora já ganhou um concurso de rainha do brega. Assim, o Cuxaxo presta sua homenagem a este grande mestre da MBB. Claro que não iríamos colocar "Eu não sou cachorro não". Todos os outros sites já fizeram isso...

Se Eu Morresse Amanhã
Waldick Soriano

Se eu morresse amanhã

Saudade não levaria
Morreria na certeza
Que a saudade e a tristeza
Do meu peito findaria.

Se eu morresse amanhã
Alguém talvez sofreria
Ao Saber que foi culpada
Deste amor desesperado
Que causou-me agonia

Alguém, talvez, sofreria
Alguém, talvez, sofreria
Alguém, talvez, sofreria
Alguém, talvez, sofreria

Toda gente, neste mundo
Vive feliz com seu bem
Quero morrer amanhã
Não sou feliz com ninguém

Se eu morrese amanhã
Alguém talvez sofreria
Ao me ver sepultado
Sem me ver mais ao seu lado
Certamente sofreria

Alguém talvez sofreria ...
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